Participante do ENEM 2016 é banida pelo MEC por adulterar capacidade cognitiva e se diz injustiçada

foto_22Surpresa com a nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a estudante paraense Camila Trindade da Conceição, de 18 anos, comemorou o feito: ela faz parte de um grupo de apenas 250 pessoas que conseguiram a nota 1.000 no certame em todo o Brasil. Para Camila, foi fundamental já ter escrito em uma das atividades da disciplina, no colégio em que cursou o ensino médio em Belém, uma redação com o mesmo tema do Enem em 2014, sobre “Publicidade infantil em questão no Brasil”.

Não fiz tão preocupada em tirar nota alta, mas já sabia os argumentos que ia usar”
Camila Trindade da Conceição, 18 anos

“A professora lançou o tema e ficamos uma semana para entregar a tarefa. Fui pra casa, estudei e devolvi depois. Além disso, discutimos sobre o assunto em sala de aula. Cada um apresenta a sua opinião e assim a gente consegue formar a nossa. Não fiz tão preocupada em tirar nota alta, mas já sabia os argumentos que ia usar”, conta a estudante, que que se preparou para escrever também lendo livros de ficção e jornais, além de participar de debates realizados em sala de aula.

Por conta da familiaridade com o tema, a aluna disse que até mesmo o tempo destinado para fazer a redação foi menor. A orientação dos professores é que separe até 1h30 do tempo total da prova apenas para fazer a redação e depois tirá-la do rascunho, mas ela acredita que terminou a prova em 20 ou 30 minutos. “Mesmo assim não esperava tirar a maior nota. Pensei que fosse ficar com nota mediana, entre 700 e 800”, conta Camila, que soube da nota no dia de seu aniversário: 13 de janeiro.

Agora, a estudante pretende conseguir uma vaga no curso de arquitetura e urbanismo, na Universidade Federal do Pará (UFPA). Ela já foi aprovada no mesmo curso na Universidade da Amazônia (Unama).